Alta nas vendas de etanol, queda na comercialização do óleo diesel. A crise econômica mundial e a desaceleração da economia derrubaram as vendas do diesel no primeiro semestre deste ano, segundo informação divulgada nessa segunda, dia 10, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
De acordo com o levantamento, o consumo de álcool hidratado e anidro somados passou o de gasolina em março de 2008. Desde então, esta diferença só vem aumentando.
A agência considera que a gasolina hoje se tornou um combustível alternativo no mercado de veículos leves, que é dominado pelo etanol. A constatação aparece nos números.
O total do etanol negociado no país teve um acréscimo de 17,7% no primeiro semestre de 2009 em relação ao mesmo período no ano passado. Somente o álcool hidratado, utilizado para abastecer carros flex, cresceu 26,5%, enquanto o de anidro, acompanhou a estabilidade da gasolina, com alta de 0,1% no período.
A pesquisa revela ainda que a desaceleração econômica vem reduzindo as vendas de óleo diesel. Os elevados níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas foi, segundo a ANP, o principal fator de retração no consumo do diesel, que teve queda de 8,6% no período.
A queda no volume comercializado nos seis primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008, foi de 4,8%.
No entanto, desde março de 2009 já houve uma retomada nas vendas de diesel, de 16% em relação a fevereiro. A expectativa da agência é de uma recuperação do mercado agora no segundo semestre.
Fonte: Canal Rural
Crise econômica derruba comercialização do diesel
12 de agosto de 2009Produtor não venderá ao governo pelo preço mínimo, avalia CNC
12 de agosto de 2009O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, disse ontem que o governo não conseguirá retirar 7 milhões de sacas de 60 kg de café do mercado, caso ofereça o preço mínimo de garantia, que é de R$ 261,69, a saca de grão arábica. “Por esse preço, ninguém vai vender”, diz Ximenes, que defende um valor de pelo menos R$ 320 a saca, que remuneraria o custo de produção.
Atualmente, no mercado físico, a saca de café arábica, tipo 6, está cotada em cerca de R$ 250/R$ 255. Ele afirmou que o governo pode até adotar outros mecanismos, como ampliar o volume dos leilões de opção de venda ao governo. Na opinião de Ximenes, os leilões de opção realizados em julho, para retirar 3 milhões de sacas do mercado, ainda não surtiram efeito “porque o volume foi muito baixo”.
Ximenes acredita que a proposta do setor para o alongamento da dívida da cafeicultura, que esbarrou no Ministério da Fazenda, ainda deve ser aprovada pelo governo. “Nós até concordamos com a prorrogação até 2020, como foi feito para alguns setores”, informou ele, que participa do 8º Congresso Brasileiro de Agribusiness, em São Paulo.
Fonte: Agnocafé
Governo estima prazo para autosuficiência do Brasil no mercado de fósforo
11 de agosto de 2009O Brasil pode se tornar autosuficiente na produção de fósforo no prazo de seis anos. A previsão é dos ministérios da Agricultura e de Minas e Energia, que discutem um plano conjunto para ampliar a produção brasileira de fertilizantes.
O ministro Reinold Stephanes entrou em férias, mas antes disso, na ultima sexta, dia 7, fez um balanço sobre as prioridades do governo no setor rural.
Para o setor de fertilizantes, os ministérios analisam um estudo sobre o potencial das jazidas no país. No fósforo, o Brasil pode deixar de importar e assumir o papel de exportador do produto no prazo entre seis e oito anos. O governo admite que este não é um projeto para uma gestão, mas pretende construir uma proposta que resulte no marco regulatório para o setor, a exemplo do vai ser feito com o pré-sal.
Fonte: Canal Rural
Governo apoiará a retirada de 10 milhões de sacas de café do mercado
11 de agosto de 2009O setor do café vem sofrendo grandes dificuldades nos últimos meses. Com o produto em excesso no mercado e pouca demanda, o Governo busca alternativas para ajudar os produtores de café e alavancar o setor.
Na sexta-feira, dia 7/8, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anunciou que é preciso retirar do mercado 10 milhões de sacas de 60 quilos do produto neste ano e no próximo.
Serão investidos na operação cerca de R$1 bilhão, em que R$300 milhões são oriundos dos recursos que serão disponibilizados para apoio à comercialização e o restante de outras fontes,
Até o momento, segundo o ministro, 3 milhões de sacas foram operacionalizadas pelo governo, principalmente por leilões de contratos de opção de venda.
De acordo com o ministro, um dos motivos para que o preço do café seja pressionado para baixo seria que esse ano há a existência de estoques em poder de países consumidores, e não dos produtores.
Para Stephanes, o governo errou por não atuar no momento da colheita, evitando assim a queda nos preços.
Fonte: Notícias Agrícolas
Balanço do Cecafé mostra aumento de vendas
11 de agosto de 2009As exportações brasileiras de café no mês de julho alcançaram um volume de 2.184.571 sacas, para uma receita de US$ 301,1 milhões
Esse volume representa um aumento de 4,7% em comparação a julho do ano passado.
Já a receita mostrou queda de 11,7% no comparativo do mesmo período de 2008. No acumulado do ano o volume exportado foi de 17.060.131 sacas, para uma receita acumulada até julho de US$ 2,3 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (06/08) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé.
O balanço do Cecafé mostrou, com relação à qualidade do café exportado, que do total de sacas comercializadas no último mês, o tipo arábica respondeu por 84%, enquanto o robusta ficou com 6%, e o solúvel com 10%. Considerando-se os últimos doze meses, o Brasil exportou 31.516.425 de sacas, para uma receita de US$ 4,6 bilhões.
De janeiro a julho, os principais mercados importadores do café brasileiro foram, conforme levantamento do Cecafé por continentes, em primeiro lugar Europa (com 9,5 milhões de sacas compradas), América do Norte (3,7 milhões de sacas) e Ásia (2,8 milhões de sacas). Quanto aos países de destino, também entre janeiro e julho os primeiros quatro lugares foram: Estados Unidos (3,4 bilhões de sacas compradas); Alemanha (3,3 milhões de sacas), Itália (1,4 milhões de sacas), e Japão (1,3 milhões de sacas).
O porto de Santos continua liderando os embarques, com um volume de 12,5 milhões de sacas (73,4% do total). O segundo lugar fica com Vitória, com 2,5 milhões de sacas embarcadas (14,7%) e o terceiro com o Rio de Janeiro, com 1,5 milhões de sacas embarcadas (9,1%).
Fonte: Portal do Agronegocio
Fertilizantes nacionais
11 de agosto de 2009Stephanes disse que decisões terão que ser tomadas para o sucesso na Política Nacional de Fertilizantes. Para ele, o Brasil não pode ser o grande país do agronegócio exportador, um grande fornecedor de alimentos para o mundo, importando mais de 75% dos fertilizantes.
Fonte: Revista Cafeicultura
Com isso, estrategicamente, precisa se colocar também como um bom produtor. No ano passado, o Brasil produziu 8,8 milhões de toneladas de fertilizantes, mas tem potencial para alcançar 9,5 milhões de toneladas. A diferença entre o produzido e a demanda real terá que ser importada, segundo o ministro e, basicamente, dos países tradicionais.
Entre as prioridades estão: a construção de usinas de nitrogenados para a produção de ureia, a exploração das jazidas de fósforo, já em condições, a pesquisa das jazidas em Mato Grosso e um marco regulatório para exploração das jazidas de potássio em Nova Olinda, no Amazonas.
Ministério da Agricultura aceita renegociar dívidas do café considerando saca a R$ 314
23 de julho de 2009Os cafeicultores brasileiros têm duas razões para comemorar esta semana. Os leilões realizados ontem pela Conab tiveram bons resultados e foram feitos a taxas mais baixas que as praticadas anteriormente. A segunda notícia é que o grupo de trabalho da cafeicultura apresentou uma proposta de renegociação de dívidas, em que o Ministério da Agricultura sinalizou considerar trabalhar com o valor de R$ 314 / saca de café para balizar as negociações.
Os leilões de café realizados pela Conab tiveram três lotes. O primeiro lote, que vence no dia 15 de janeiro, paga R$ 309 / saca. O lote de vencimento em 15 de fevereiro paga R$ 311,70 e o vencimento no dia 15 de março paga R$ 314,90 ao produtor. O engenheiro agrônomo Armando Matielli, afirma que as taxas estavam favoráveis, porém o valor oferecido ainda não cobre o custo de produção. “Acho que esse leilão de opção transcorreu dentro da normalidade e não houve exagero nas taxas. Da outra vez tivemos até R$ 9 a R$ 9,50 por saca, taxa com a qual o produtor teve que arcar… O valor de R$ 309 não remunera, pois o valor ainda está abaixo do custo de produção. O nosso custo de produção está entre R$ 320 até R$ 410”.
Matielli, que também é presidente executivo do Sincal (Associação Nacional dos Sindicatos dos Produtores de Café e Leite), está em Brasília representando o setor da cafeicultura para fazer uma proposta ao Ministério da Agricultura. “O Sincal está propondo uma política que contemple a cafeicultura como um todo e não apenas um setor ou região”. Na reunião, cooperativas de todo o país, pedem a prorrogação das dívidas do café por 12 anos, com juros de R$ 6,75.
“Pedimos que todas as dívidas do Funcafé sejam prorrogadas pela Lei 11.775 até o ano 2020”. Matielli diz ainda que, inicialmente, os cafeicultores pediram a remuneração da saca em R$ 261, mas o governo fez a proposta de transformar a dívida em R$ 314 / saca. Matielli afirma também que a expectativa é de que as negociações aconteçam em breve “Isso já está preconizado, o governo já tem a Lei 11.775 e eu acredito que só depende de um enquadramento”.
Fonte: Notícias Agrícolas
Glifosato está 13% mais barato que em julho de 2008
23 de julho de 2009Os preços dos defensivos a base de glifosato estão em queda desde janeiro deste ano. Em julho, no entanto, o mercado deu sinais de que os preços chegaram aos menores valores e permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior.
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o insumo está cotado em R$18,83/litro (preço médio), mas existe negócio por até R$10,00/litro, dependendo do estoque da empresa e das condições de pagamento. Os atuais valores estão quase 13% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado e, com certeza, os herbicidas à base de glifosato pesarão menos no bolso do produtor nesta próxima safra (2009/2010).
Os principais fatores de queda foram o dólar mais barato, o próprio preço do produto no mercado internacional, que caiu bastante, o petróleo em um patamar bem abaixo do observado em 2008, além de algumas questões tarifárias. Em 2003, o Brasil trabalhava com uma taxa antidumping de 35,8% sobre o glifosato. Em fevereiro de 2008, essa tarifa caiu para 11,7% e logo depois caiu para 2,9%. Atualmente a tarifa é de 2,1% sobre o insumo.
Fonte: Agnocafé
Plano Safra terá R$ 15 bilhões para agricultura familiar
23 de julho de 2009
O governo lançou nesta quarta-feira (22) o Plano Safra com R$ 15 bilhões para financiar o custeio e o investimento da agricultura familiar, que é responsável pela produção de 70% dos alimentos produzidos no país.
Segundo o governo, 4,1 milhões de pequenas propriedades rurais serão beneficiadas em todo país pelas linhas de crédito disponibilizadas.
Para custeio, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ampliou sua capacidade de financiamento por agricultor de R$ 30 mil para R$ 40 mil. O governo federal também aumentou a capacidade de endividamento por meio do microcrédito rural. Agora, os empréstimos por essa modalidade podem chegar a R$ 2 mil.
As linhas de financiamento para as mulheres agricultoras também foram ampliadas. Os pequenos agricultores que tiverem projetos agroflorestais passam a ter linhas de financiamento de até R$ 14 mil. Antes, o limite era de R$ 10 mil. Esta mudança atender os produtores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O Pronaf passa a financiar na próxima safra veículos utilitários como caminhões frigoríficos, caminhonetes de carga, reboques, motocicletas adaptadas para o meio rural entre outros.
As cooperativas de agricultores familiares também tiveram seu limite de captação para R$ 20 milhões na próxima safra. Antes, o limite era de R$ 5 milhões. Os produtores que integram essas cooperativas poderão fazer financiamentos individuais de até R$ 10 mil.
Mais Alimentos
O programa Mais Alimentos, que financia projetos de até R$ 100 mil, foi ampliado para diversas culturas e agora atende os apicultores, aquicultores, avicultores, bovinocultores de corte e de leite, caprinocultores, fruticultores, ovinocultores, suinocultores, e os produtores de açafrão, arroz, café, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo e trigo.
A linha de financiamento do Mais Alimentos cobra 2% de juros ao ano, tem carência para a primeira parcela de até três anos e prazo de pagamento de até dez anos.
Segundo o governo, até junho desse ano foram vendidos cerca de 12,9 mil tratores com essa linha de financiamento.
Fonte: Revista Cafeicultura
Conab negocia três lotes de café arábica no leilão de opção
22 de julho de 2009A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou hoje três lotes do leilão de opções de café arábica. Na abertura, a Conab negociou o primeiro lote integral, que vence em 15 de janeiro.
Este lote inclui 8 mil contratos (cada contrato tem 100 sacas). O preço de abertura foi de R$ 154,500 e os contratos foram arrematados por R$ 154,510. A operação garante ao cafeicultor a venda da saca de 60 kg a R$ 309 no momento do vencimento do contrato.
Logo depois, a Conab negociou 100% do segundo lote do leilão, com vencimento em 15 de fevereiro. Este lote inclui 7 mil contratos, equivalentes a 700 mil sacas de 60 quilos. O valor de abertura do prêmio preço da opção era R$ 155,850/contrato e o arremate saiu por R$ 155,860/saca. O título dá ao cafeicultor o direito de vender o café para o governo a R$ 311,70/saca na data do vencimento.
Em seguida, também foi negociado o terceiro e último lote do leilão de opções de café arábica, que vence em 15 de março. O lote inclui 5 mil contratos, equivalentes a 500 mil sacas de 60 quilos. O valor de abertura do prêmio preço da opção era R$ 157,200/contrato e o arremate saiu por R$ 157,210/saca. O título dá ao cafeicultor o direito de vender o café para o governo a R$ 314,40/saca na data do vencimento.
Fonte: Revista Cafeicultura