Arquivo de agosto de 2009

Governo deve retirar 5 milhões de sacas do mercado em 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Entre medidas anunciadas para a agricultura nesta sexta-feira, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, lembrou que o café também está com excesso de produção e o governo deve retirar do mercado até cinco milhões de sacas ainda este ano. Em 2010, a previsão é de serem adquiridas mais cinco milhões de sacas. O programa será feito com recursos adicionais do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). As informações partem do Mapa.

Medidas para a agricultura
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, confirmou, na sexta (21), que vai ser liberado R$ 1,5 bilhão para operações de comercialização da safrinha do milho e de outros produtos como algodão, trigo, arroz, feijão e café. Em relação ao milho, o governo federal pretende adquirir três milhões de toneladas e já iniciou os preparativos legais para a realização do leilão, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Stephanes lembrou que a safrinha de milho surpreendeu os produtores, principalmente em Mato Grosso. “O excedente da produção está sendo armazenado a céu aberto”, explicou o ministro que conferiu a situação, há duas semanas, em visita a Lucas do Rio Verde/MT. Segundo ele, a intenção do governo é transferir o produto para as áreas consumidoras, após a aquisição.
No caso do trigo, o apoio à comercialização vai acompanhar a evolução dos preços. Stephanes informou que a safra de trigo no Paraná está com preços abaixo do mínimo, remunerando os produtores com valores inferiores aos gastos com o plantio. “Estamos analisando, ainda, a possibilidade de pagar os produtores pela estocagem”, adiantou.

Fonte: Agência Safras

Cafeicultor vai converter sua dívida em produto

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Os produtores vão poder converter parte de sua dívida com o Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) em sacas de café. Segundo Lucas Ferreira, diretor do departamento de café do Ministério da Agricultura, esse débito refere-se a um montante de cerca de R$ 1,1 bilhão, que foi prorrogado até 2020.
Se o total dessa dívida (de R$ 1,1 bilhão) fosse convertida em café hoje, considerando os preços mínimos atuais, totalizaria cerca de 4,2 milhões de sacas de 60 quilos.
Ferreira ressalta que só poderão converter a dívida em produto os cafeicultores que optaram pelo contrato de dação em pagamento, enquadrado no artigo 6º da lei nº 11.775 de 2008, considerando os preços mínimos do grão vigentes à época da conversão da dívida. As condições dessa operação estão na Portaria 581, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira passada.
O débito da dação em pagamento estimado em R$ 1,1 bilhão foi prorrogado até 2020. Essa negociação foi fechada durante o ano passado entre a cadeia produtiva e o governo. O valor equivale a R$ 100 milhões ao ano, ou a 380 mil sacas aproximadamente, com base no preço mínimo em vigor.
A liquidação do débito em produto permitirá ao governo a formação de estoque regulador de café. Nos últimos meses, o governo realizou vendas para zerar seus estoques antigos do grão. A cadeia produtiva agora tenta renegociar a prorrogação de outras dívidas. Os cafeicultores argumentam que os preços atuais praticados no mercado não são suficientes para cobrir seus custos de produção.
Fonte: Revista Cafeicultura

Crise econômica derruba comercialização do diesel

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Alta nas vendas de etanol, queda na comercialização do óleo diesel. A crise econômica mundial e a desaceleração da economia derrubaram as vendas do diesel no primeiro semestre deste ano, segundo informação divulgada nessa segunda, dia 10, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
De acordo com o levantamento, o consumo de álcool hidratado e anidro somados passou o de gasolina em março de 2008. Desde então, esta diferença só vem aumentando.
A agência considera que a gasolina hoje se tornou um combustível alternativo no mercado de veículos leves, que é dominado pelo etanol. A constatação aparece nos números.
O total do etanol negociado no país teve um acréscimo de 17,7% no primeiro semestre de 2009 em relação ao mesmo período no ano passado. Somente o álcool hidratado, utilizado para abastecer carros flex, cresceu 26,5%, enquanto o de anidro, acompanhou a estabilidade da gasolina, com alta de 0,1% no período.
A pesquisa revela ainda que a desaceleração econômica vem reduzindo as vendas de óleo diesel. Os elevados níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas foi, segundo a ANP, o principal fator de retração no consumo do diesel, que teve queda de 8,6% no período.
A queda no volume comercializado nos seis primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008, foi de 4,8%.
No entanto, desde março de 2009 já houve uma retomada nas vendas de diesel, de 16% em relação a fevereiro. A expectativa da agência é de uma recuperação do mercado agora no segundo semestre.
Fonte: Canal Rural

Produtor não venderá ao governo pelo preço mínimo, avalia CNC

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, disse ontem que o governo não conseguirá retirar 7 milhões de sacas de 60 kg de café do mercado, caso ofereça o preço mínimo de garantia, que é de R$ 261,69, a saca de grão arábica. “Por esse preço, ninguém vai vender”, diz Ximenes, que defende um valor de pelo menos R$ 320 a saca, que remuneraria o custo de produção.
Atualmente, no mercado físico, a saca de café arábica, tipo 6, está cotada em cerca de R$ 250/R$ 255. Ele afirmou que o governo pode até adotar outros mecanismos, como ampliar o volume dos leilões de opção de venda ao governo. Na opinião de Ximenes, os leilões de opção realizados em julho, para retirar 3 milhões de sacas do mercado, ainda não surtiram efeito “porque o volume foi muito baixo”.
Ximenes acredita que a proposta do setor para o alongamento da dívida da cafeicultura, que esbarrou no Ministério da Fazenda, ainda deve ser aprovada pelo governo. “Nós até concordamos com a prorrogação até 2020, como foi feito para alguns setores”, informou ele, que participa do 8º Congresso Brasileiro de Agribusiness, em São Paulo.
Fonte: Agnocafé

Governo estima prazo para autosuficiência do Brasil no mercado de fósforo

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Brasil pode se tornar autosuficiente na produção de fósforo no prazo de seis anos. A previsão é dos ministérios da Agricultura e de Minas e Energia, que discutem um plano conjunto para ampliar a produção brasileira de fertilizantes.
O ministro Reinold Stephanes entrou em férias, mas antes disso, na ultima sexta, dia 7, fez um balanço sobre as prioridades do governo no setor rural.
Para o setor de fertilizantes, os ministérios analisam um estudo sobre o potencial das jazidas no país. No fósforo, o Brasil pode deixar de importar e assumir o papel de exportador do produto no prazo entre seis e oito anos. O governo admite que este não é um projeto para uma gestão, mas pretende construir uma proposta que resulte no marco regulatório para o setor, a exemplo do vai ser feito com o pré-sal.

Fonte: Canal Rural

Governo apoiará a retirada de 10 milhões de sacas de café do mercado

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O setor do café vem sofrendo grandes dificuldades nos últimos meses. Com o produto em excesso no mercado e pouca demanda, o Governo busca alternativas para ajudar os produtores de café e alavancar o setor.
Na sexta-feira, dia 7/8, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anunciou que é preciso retirar do mercado 10 milhões de sacas de 60 quilos do produto neste ano e no próximo.
Serão investidos na operação cerca de R$1 bilhão, em que R$300 milhões são oriundos dos recursos que serão disponibilizados para apoio à comercialização e o restante de outras fontes,
Até o momento, segundo o ministro, 3 milhões de sacas foram operacionalizadas pelo governo, principalmente por leilões de contratos de opção de venda.
De acordo com o ministro, um dos motivos para que o preço do café seja pressionado para baixo seria que esse ano há a existência de estoques em poder de países consumidores, e não dos produtores.
Para Stephanes, o governo errou por não atuar no momento da colheita, evitando assim a queda nos preços.

Fonte: Notícias Agrícolas

Balanço do Cecafé mostra aumento de vendas

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As exportações brasileiras de café no mês de julho alcançaram um volume de 2.184.571 sacas, para uma receita de US$ 301,1 milhões
Esse volume representa um aumento de 4,7% em comparação a julho do ano passado.
Já a receita mostrou queda de 11,7% no comparativo do mesmo período de 2008. No acumulado do ano o volume exportado foi de 17.060.131 sacas, para uma receita acumulada até julho de US$ 2,3 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (06/08) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé.
O balanço do Cecafé mostrou, com relação à qualidade do café exportado, que do total de sacas comercializadas no último mês, o tipo arábica respondeu por 84%, enquanto o robusta ficou com 6%, e o solúvel com 10%. Considerando-se os últimos doze meses, o Brasil exportou 31.516.425 de sacas, para uma receita de US$ 4,6 bilhões.
De janeiro a julho, os principais mercados importadores do café brasileiro foram, conforme levantamento do Cecafé por continentes, em primeiro lugar Europa (com 9,5 milhões de sacas compradas), América do Norte (3,7 milhões de sacas) e Ásia (2,8 milhões de sacas). Quanto aos países de destino, também entre janeiro e julho os primeiros quatro lugares foram: Estados Unidos (3,4 bilhões de sacas compradas); Alemanha (3,3 milhões de sacas), Itália (1,4 milhões de sacas), e Japão (1,3 milhões de sacas).
O porto de Santos continua liderando os embarques, com um volume de 12,5 milhões de sacas (73,4% do total). O segundo lugar fica com Vitória, com 2,5 milhões de sacas embarcadas (14,7%) e o terceiro com o Rio de Janeiro, com 1,5 milhões de sacas embarcadas (9,1%).

Fonte: Portal do Agronegocio

Fertilizantes nacionais

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Stephanes disse que decisões terão que ser tomadas para o sucesso na Política Nacional de Fertilizantes. Para ele, o Brasil não pode ser o grande país do agronegócio exportador, um grande fornecedor de alimentos para o mundo, importando mais de 75% dos fertilizantes.

Fonte: Revista Cafeicultura
Com isso, estrategicamente, precisa se colocar também como um bom produtor. No ano passado, o Brasil produziu 8,8 milhões de toneladas de fertilizantes, mas tem potencial para alcançar 9,5 milhões de toneladas. A diferença entre o produzido e a demanda real terá que ser importada, segundo o ministro e, basicamente, dos países tradicionais.
Entre as prioridades estão: a construção de usinas de nitrogenados para a produção de ureia, a exploração das jazidas de fósforo, já em condições, a pesquisa das jazidas em Mato Grosso e um marco regulatório para exploração das jazidas de potássio em Nova Olinda, no Amazonas.