Arquivo de junho de 2009

CNC volta a defender pagamento da dívida cafeeira com sacas

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson José Ximenes, voltou a defender o pagamento da dívida do setor com o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), estimada em cerca de R$ 2 bilhões, com sacas de 60 quilos café. Ele participou, na terça-feira (23), de audiência pública promovida pelas comissões de Finanças e Tributação e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para discutir um novo modelo de gestão pública para o setor de cafeicultura.
Ximenes ressaltou que a conversão da dívida em café deverá ter um prazo de 20 anos, com pagamento de 5% ao ano. Ele explicou que o prazo de 20 anos corresponde ao período de vida de uma lavoura de café. A proposta já tinha sido apresentada em audiência no ano passado na Câmara, mas agora o dirigente detalhou a intenção do setor.
Custos de produção
Para o presidente do CNC, a conversão deverá ter um preço de referência que cubra os custos de produção. “A conversão da dívida vem proporcionar a recomposição dos estoques reguladores”, afirmou.
A solução do endividamento, observou Ximenes, proporcionará ao produtor a possibilidade de optar pela continuação ou não na atividade cafeeira. “Estamos com todo o patrimônio hipotecado nos bancos”, disse, sugerindo ainda auditoria das contas do cafeicultor para atestar a realidade do endividamento.
O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, sustentou que a inadimplência do setor é de 23% das 23 mil operações do banco. Ele salientou que o Banco do Brasil acredita no potencial da cafeicultura brasileira e investiu no setor R$ 2,1 bilhões em 2008.
Repasse
Gilson Ximenes disse ainda que, apesar de o governo já ter liberado dinheiro para a colheita do café, os recursos ainda não chegaram ao produtor. Ele reclamou da morosidade dos agentes financeiros em fazer o repasse do dinheiro.
Mas o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Gerardo Fontelles, tem outra versão para o caso. Segundo ele, o dinheiro liberado pelo governo ainda não chegou nas mãos do produtor “porque ninguém tem crédito”. “Precisamos encontrar uma solução que equacione esse problema”, disse. Em sua avaliação, política de crédito não funciona em nenhuma parte do mundo.
Crescimento contestado
O secretário-adjunto da Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Alceu Bittencourt, afirmou durante a audiência que, apesar da crise, o setor de cafeicultura vem crescendo 20% ao ano.
O dado apresentado pelo secretário causou polêmica. Para o autor do requerimento da audiência, deputado Carlos Melles (DEM-MG), o crescimento é de apenas 5% ao ano. “Alguém não deve estar lhe dando as melhores informações”, disse o parlamentar.
Bittencourt tentou se defender observando que os dados se referiam apenas a Minas Gerais, o que também foi contestado pelos cafeicultores que lotavam o auditório.
Pagamento em sacas
A lei 11922/09, originária da MP 455/08 aprovada na Câmara, já faculta aos produtores adimplentes o pagamento de parcelas em sacas de café.

Fonte: CNC

Liberação do Funcafé soma R$ 1 bilhão

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), já autorizou a liberação de R$ 1 bilhão, do total de R$ 1,8 bilhão previsto para a safra de 2009. As liberações ocorrem de acordo com a demanda efetiva de cada linha apresentada pelos agentes financeiros contratados.
Os recursos do Funcafé autorizados, até esta quarta-feira (24), estão sendo aplicados na contratação de crédito para colheita (R$ 450 milhões), custeio (R$ 122 milhões), estocagem (R$ 202 milhões), Financiamento para Aquisição de Café-FAC (R$ 215 milhões), recuperação de lavouras atingidas por granizo (R$ 27 milhões), liquidação de dívidas vinculadas à Cédula do Produto Rural-CPR (R$ 35 milhões) e reescalonamento das linhas de custeio e colheita (cerca de R$ 12,7 milhões). As informações são do Mapa.

Fonte: Agência Safras

Escassez de grãos colombianos fazem compradores adquirir café latino americano

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Espantados com os altos preços do café colombiano nesse ano, torrefadores estão se voltando para produtos de outras áreas da América Latina a procura de melhores preços e qualidade compatível.
O café colombiano está sendo comercializado com um dólar de prêmio em relação à Bolsa de Nova Iorque, após problemas climáticos e um programa de renovações de pés de café, o que fez a oferta de seu produto diminuir consideravelmente. Os ágios diminuíram, mas ainda estão 70 centavos por libra peso acima de Nova Iorque.
Os grãos guatemaltecos e peruanos se assemelham aos colombianos, mas seus preços também se valorizaram pela restrição de oferta. Assim, torrefadores estão comprando cafés que consideram de pior qualidade, como o brasileiro.
“Alguns dos meus clientes estão diminuindo drasticamente a quantidade de grãos colombianos”, disse Robert Griffin, um trader do setor.
“Ou eles não conseguiram o produto, ou então o preço está ridiculamente caro”.
Os exportadores brasileiros notaram um grande aumento na demanda para cafés “lavados”, aqueles que são fermentrados em água e se parecem mais com os cafés colombianos.
Traders dizem que com um cuidadoso blend, torrefadores podem chegar perto dos sabores obtidos com o café da vizinha Colômbia. Porém, segundo eles deve-se usar uma quantidade limitada de grãos brasileiros de alta qualidade.
Grãos da Colômbia?
Enquanto a falta de grãos colombianos tem sido boa para o Brasil, cujo café alguns compradores tem historicamente esnobado, mas que tem adquirido “certo”, a esacassez de café da Colombia tem provocado reações adversas em outras regiões.
Devido a sua qualidade, exportadores colombianos tem pagado altos prêmios para cafés de alta qualidade do Peru, trazendo o produto para seu país e exportando como se fosse colombiano de origem, acusam produtores peruanos. As informações partem de agências internacionais
“Muito café peruano tem sido comprado por colombianos, que oferecem preços muito maiores que a Bolsa de Nova Iorque, o que está gerando uma distorção de preço no mercado local”, disse Lorenzo Castillo, segundo no comando da Junta de Café do Peru.
Os peruanos dizem que colombianos tem oferecido preços altos pelo café a traders locais, expondo seus compradores a perdas, na medida em que acabam por faltar produto para cumprir os embarques do Peru.
Oficiais também tem sido acusados de reduzir as tarifas de importação do café peruano, taxando-os de baixa qualidade e de realizar o tráfico do produto, que estimativas apontam que aumentou em 65%.
Fonte: AgroCIM

Stephanes diz que se reunirá com cafeicultores nos próximos dias

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Após se reunir com um grupo de aproximadamente 20 produtores de café que usavam nariz de palhaço, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, se comprometeu a ter um encontro com o setor “nos próximos dias”. Há aproximadamente 15 dias, Stephanes já havia comentado que, em virtude da demanda, principalmente dos cafeicultores do sul de Minas, procuraria interlocutores, após a divulgação do Plano de Safra 2009/10, realizada ontem, para tentar solucionar as reivindicações do setor.
De acordo com ele, várias medidas já foram tomadas para a cafeicultura recentemente, como a redução da taxa de juros para 6,75%, nível aplicado de modo abrangente na agricultura. “Mas, mesmo assim, estamos detectando problemas no sul de Minas. Não é em toda a cafeicultura”, informou.
O ministro já adiantou que se forem tomadas medidas para atender a essa região, provavelmente elas não se estenderão para todo o setor. Stephanes fez essa afirmação a jornalistas ao se ausentar da audiência publica na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Estado

S.O.S cafeicultura leva novos pleitos ao Congresso Nacional

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Com os ânimos exaltados, os produtores do movimento S.O.S Cafeicultura participaram de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, em Brasília. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gílson Ximenes, disse que a situação da cafeicultura se tornou insustentável, com o setor acumulando hoje uma dívida de R$ 4,2 bilhões.
“É incrível como um setor que ajudou a estruturar a economia do país vem sendo deixado de lado desta maneira”, frisou o dirigente. Todos os participantes do setor de produção estão vestidos de preto, usando narizes de plástico de palhaço.
A caravana dos cafeicultores que participou da audiência levou os seguintes pleitos para os deputados.
1.Auditoria nos débitos dos produtores para conhecer a realidade soluções para o endividamento, com a conversão em sacas de café do endividamento passado e presente (vencido e não-vencido) de todas as fontes de recursos, ao preço de R$ 320,00 por saca.
2.Conversão do endividamento passado e presente (vencido e não- vencido) de todas as fontes de recursos transformados em CPRs por 20 anos, ao preço de R$ 320,00 por saca
3.Troca de endividamento passado e presente (vencido e não-vencido) de todas as fontes pela erradicação dos pés de café, se não houver outra solução.
4.Preço de conversão para equivalência-produto de R$ 326,00 por saca do tipo 6/7.
5.Preço mínimo de garantia de R$ 300,00 por saca para o tipo 6/7, até 120 defeitos.
6.Leilão de opção de R$ 1 bilhão, revendo o preço das opções para R$ 320,00 por saca para o tipo 6/7 até 120 defeitos e o vencimento das opções até dezembro 2009.
7.Novo Pepro, significando a liquidação das opções se houver entrega do produto a R$ 300,00 por saca (padrão 6/7 até 120 defeitos), com o preço de exercício de R$ 320,00 a saca.
8.Programa de capitalização das cooperativas e das associadas os programas devem atingir todos os produtores de café e suas cooperativas.
9.Inclusão da lavoura de café como fonte captadora de CO2.
10.Rejeição do novo Acordo Internacional do Café. Aprovação somente após ampla discussão nas comissões temáticas do Congresso Nacional.
11.Nova governança no CDPC/Funcafé.
As reivindicações são assinadas pelo CNC, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), e Frente Parlamentar do Café.

Fonte: CIC

Governo altera especificação do café arábica válida para preço mínimo

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) modificou a especificação do café arábica, safra 2008/2009, válida para o preço mínimo. A alteração determina que o tamanho da peneira passe de 14 para 13 e está publicada na edição desta segunda-feira (22) do Diário Oficial da União (DOU). O tamanho dos grãos e a dimensão dos crivos circulares das peneiras (variação de 10 a 19) estão fixados na Instrução Normativa do Mapa nº 8, que estabelece o Regulamento Técnico de Identidade e de Qualidade para a Classificação do Café Beneficiado Grão Cru.
Conforme a Portaria Nº 460, as demais especificações técnicas para os cafés arábica e robusta permanecem inalteradas. A portaria estabelece o preço mínimo de R$ 261,69/saca para o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e 12,5% de umidade; e de R$ 156,57/saca para o robusta, tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima e 12,5% de umidade.
O café foi incluído na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), a partir de 2003, pelo Decreto 4.783. Os atos normativos que fixam os preços mínimos para os cafés arábica e robusta estão disponíveis no link Legislação do Café e Funcafé do site www.agricultura.gov.br.

Fonte: Mapa

OIC reduz estimativa da produção mundial 2008/09

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A OIC (Organização Internacional do Café), divulgou seu relatório mensal de acompanhamento do mercado cafeeiro mundial. O diretor-executivo da entidade, Néstor Osório, reduziu sua estimativa de produção para a safra mundial 2008/09 de café para 126 milhões de sacas de 60 kg, ante as 127 milhões de sacas indicadas em maio. A estimativa representa um crescimento de 6,8% na produção, comparada com 2007/08 (118,060 milhões de sacas).
Conforme Osorio, foram registradas quedas nas produções no Equador (-40,8%), Indonésia (-24,7%), Guatemala (-17,8%), El Salvador (-14,6%), Honduras (-12,2%), Papua Nova Guiné (-12,2%), Costa Rica (-10,9%), Nicarágua (-5,9%) e Vietnã (-2,8%). No caso da Colômbia, a redução na safra por conta de adversidades climáticas em conjunto com um programa de renovação de lavouras parece ser mais séria do que se imaginava previamente. Osório recebeu relatos de quebra de 40% na produção em algumas regiões produtoras da Colômbia.
Conseqüentemente, a safra atual poderá ficar abaixo de 10 milhões de sacas, mas uma avaliação final só será possível quando a colheita da safra mitaca for encerrada. Essas quedas são atribuídas principalmente às questões climáticas e problemas originados pelo alto custo dos fertilizantes e da mão-de-obra em muitos países exportadores.
O consumo mundial de café no calendário 2008 deverá atingir 128 milhões de sacas de 60 kg, na comparação com as 126,7 milhões de sacas de 2007. Osorio destaca que o consumo mundial de café não tem sofrido alterações, apesar da crise financeira internacional.

Fonte: CIC

CMN aprova alteração do tipo que será negociado nos leilões de opção

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou voto que garante a alteração do café que será negociado nos leilões dos contratos de opção. O voto da mudança foi aprovado no final da noite de quinta, e com ele o tipo que será usado será o seis peneira 13 acima com até 10% de vazamento. A informação é de fonte do governo.
Os preços e os vencimentos dos leilões não foram alterados. A portaria interministerial dos ministérios da Fazenda e da Agricultura que trata da alteração deverá ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 22.

Fonte: CIC

Governo do Estado cria Centro de Trainee no Sul de Minas

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Como líder absoluto na produção de café com 50% da produção nacional, Minas Gerais está preparando profissionais capazes de auxiliar cooperativas e produtores individuais na comercialização da mercadoria. A iniciativa inédita do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), resultou na criação do Centro de Trainee em Mercados. É uma parceria do Pólo de Excelência do Café e Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas. A coordenação é do professor Luiz Gonzaga de Castro Júnior, do Centro de Inteligência em Mercados (CIM), ligado ao Departamento de Economia e Administração (DAE).

Segundo o gerente executivo do Pólo do Café, Edinaldo José Abrahão, o projeto de R$ 100 mil para preparar profissionais é uma necessidade do mercado e foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Os profissionais das ciências agrárias produziam bem, mas vendiam mal”, disse Abrahão ao explicar a necessidade de profissionalizar a comercialização do café, conforme definição do Plano de Negócios. As cooperativas Agrícola Alto Rio Grande (CAARG), de Lavras, e dos Pecuaristas Agricultores e Cafeicultores de Minas Gerais (Copacafé), de Perdões, já estão ligadas ao projeto e outras poderão ser beneficiadas.

De acordo com o professor Luiz Gonzaga, o curso pretende aliar teoria à prática, deixando os alunos familiarizados com a realidade da produção e do mercado. São 64 trainees da Ufla e das escolas técnicas federais de Muzambinho e de Machado, selecionados a partir da disponibilidade do candidato, que precisa estar matriculado regularmente numa instituição de ensino, além de se interessar pelo funcionamento dos mercados. O treinamento dura seis meses com aulas e orientação dos professores da Ufla e prestação de serviços por parte dos trainees. Nesse período, os futuros profissionais elaboram boletins estatísticos, fazem análises de mercado e custos de produção, além de estudarem as condições econômicas e sociais para orientar as cooperativas e produtores na tomada de decisões.

Conforme o gerente do pólo, a primeira turma irá concluir o curso em julho e os novos profissionais — cuja maioria já está sendo aguardada pelo mercado — irão atuar na Cédula do Produtor Rural (CPR) e no mercado futuro. Ou seja, será ampliada a comercialização do café antes mesmo da colheita do produto, utilizando a Bolsa de Valores, Mercadoria & Futuros (BM&F).

Liderança

Em 2008, a produção mineira de café chegou a 23 milhões de sacas, cerca de 50% da safra nacional. O café é o segundo produto mais exportado em Minas, ficando atrás apenas do minério de ferro. No primeiro trimestre de 2009, o café foi o responsável por 15,63% das exportações, movimentando US$ 675,7 milhões, segundo a Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg).

Fonte: Agência Minas

Colômbia: colheita de café pode estar abaixo das 10 milhões de sacas

sexta-feira, 19 de junho de 2009

“A redução na colheita devido ao clima adverso somado ao programa de rejuvenescimento parece mais séria do que o previsto anteriormente”, informou Néstor Osorio, presidente da Organização Internacional de Café (OIC).
Segundo Osorio, “a atual colheita poderá ser menor que 10 milhões de sacas ainda que, o cálculo final, somente será possível depois do término da colheita intermediária (mitaca)”.
No último ano, a colheita do grão, segundo cifras da Federação Nacional dos Cafeicultores, somou 11.47 milhões de sacas.
O presidente do órgão, Gabriel Silva, disse, em maio, que para o segundo semestre se esperava uma normalização da colheita e, por isso, a estimativa de 10,5 a 11,5 milhões de sacas. “O aumento das compras de fertilizantes nos primeiros meses do ano, além do clima favorável ao desenvolvimento da floração permitem que nos mantenhamos otimistas em relação ao restante do ano”, disse Silva.
As informações partem de agências internacionais.

Fonte:CIC
cafe