IBGE estima safra 2009 em 40,1 milhões de sacas

9 de setembro de 2009

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novo prognóstico para a safra brasileira de café. Segundo o IBGE, o Brasil vai produzir 2.410.114 toneladas, ou 40,16 milhões de sacas de café em 2009, 13,6% a menos que as 2.790.858 toneladas (46,5 milhões de sacas) colhidas em 2008.

A área total ocupada com a cultura é de 2.146.204 hectares, inferior em 3,2% à registrada no ano anterior, quando chegou a 2.216.014 hectares. O rendimento médio estimado é de 1.123 kg (18,71 sc/ha), recuo de 10,8% na comparação com os 1.259 quilos por hectare do ano passado.

Fonte: Agência Safras

Comercialização 2009 no Cerrado Mineiro alcança 60%

9 de setembro de 2009

A comercialização de café da safra 2009 no cerrado mineiro está em torno de 60% do total a ser colhido. A avaliação é do vice-presidente do Conselho das Associações de Cafeicultores do Cerrado (Caccer), Jerry Magno Resende. Segundo ele, o mercado mantém o seu ritmo lento na comercialização, com produtores procurando reter a oferta e contando para isso com financiamentos do governo, como “pré-comercialização”.

Resende afirmou, em entrevista à Agência SAFRAS, que além dos negócios no mercado físico, também houve bastante movimentação de troca-troca com insumos, além de negócios futuros para exportação, entre outras formas de comercialização antecipada. Da safra velha (2008), o que resta a negociar é praticamente incipiente, em torno de 1% ou menos.

Fonte: Agência Safras

Starbucks: Irlanda e Reino Unido vendem só fairtrade

9 de setembro de 2009

Essa medida contribuirá com cerca de US$ 4 milhões anualmente aos pequenos produtores de café

A maior rede de cafeterias do mundo, a norte-americana Starbucks Corp, agora vende somente café certificado como Fairtrade em suas bebidas baseadas em espresso nas lojas do Reino Unido (que inclui Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) e na Irlanda, segundo anunciou a companhia na quarta-feira passada (02).

A rede, com sede em Seattle, disse que essa medida aumentará a quantidade de café fair trade vendido no Reino Unido e na Irlanda em 18% esse ano. A Starbucks é a maior compradora de café Fairtrade do mundo e disse que essa medida contribuirá com cerca de US$ 4 milhões anualmente aos pequenos produtores de café. A maior parte do café “Starbucks Fairtrade Certified Espresso Roast” é obtida da América Latina, principalmente Guatemala, Costa Rica e Peru.

Fonte: AgroCim

Conab conclui segunda maior safra da história

8 de setembro de 2009

A produção nacional de grãos da temporada 2008/09, encerrada neste mês, é a segunda maior da história do país. De acordo com o décimo segundo levantamento da safra, divulgado nesta terça-feira (8) pela Conab, a colheita total fechou em 134,3 milhões de toneladas, atrás apenas das 144,14 milhões t do período anterior (- 6,8%).

Algumas culturas tradicionais, como milho e soja, sofreram com a estiagem ocorrida no Centro-Sul, prejudicando a produtividade nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A produção da leguminosa alcançou 57,1 milhões t, sendo cerca de 90% nos estados do Centro-Sul e o restante nas regiões Norte/Nordeste. Já o milho total (1ª e 2ª safras) atingiu 50,1 milhões t, com destaque para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Bahia e Tocantins.

Por outro lado, a área plantada deste ciclo totalizou 47,7 milhões de hectares, aumento de 0,6% sobre a da safra passada, de 47,4 milhões ha. A extensão ocorreu, principalmente, nas lavouras de soja (21,7 milhões ha) e milho 1ª e 2ª safras (14,1 milhões ha). Somadas, representam mais de 75% da área cultivada.
Recorde - A estiagem que prejudicou essas duas maiores culturas, no Mato Grosso, beneficiou, por outro lado, as lavouras de arroz no estado gaúcho, que teve recorde de produtividade: saiu de 6.902 kg/ha para 7.150 kg/ha.

O feijão total também aumentou em área: de 3,99 para 4,18 milhões ha (+4,7%). Já a produção da leguminosa sofreu pequena redução: de 3,52 para 3,50 milhões t (-0,5%).
Esta última edição da pesquisa foi realizada no período de 17 a 21 de agosto. Os técnicos da estatal entrevistaram agricultores, agrônomos, técnicos de cooperativas, secretarias de agricultura, agentes financeiros e órgãos de assistência técnica e extensão rural dos principais pólos produtores do país.

Fonte: Conab

Especialistas avaliam como atípica queda na receita das exportações de café

8 de setembro de 2009

A receita com as exportações de café do Brasil caiu no acumulado de janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período no ano passado.

A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Houve uma queda de 4,9% nos primeiros oito meses do ano na receita com as exportações do produto. O valor ficou em US$ 2,65 bilhões, enquanto no mesmo período de 2008 a receita foi de US$ 2,80 bilhões.

O volume exportado no período totaliza 19,5 milhões de sacas de 60 quilos, aumento de 13% em relação ao ano anterior quando foram embarcadas 17,2 milhões de sacas. Desse total, o volume de café verde exportado pelo Brasil no período aumentou 19%. Já as exportações de café solúvel tiveram queda de 22% em volume.

Para o escritório Carvalhaes, um dos mais conhecidos negociadores de café do país, o resultado é atípico. Em tempo de safra menor, a receita deveria ter aumentado.

O problema é que o setor ainda sofre os efeitos do dólar mais baixo, que afeta a rentabilidade dos negócios no Exterior. Na tentativa de melhorar a situação da cafeicultura, o governo anunciou medidas de apoio na semana passada. Entre elas, a compra de sete milhões de sacas de café para elevar os preços e melhorar a renda dos produtores. O governo também deve criar uma linha de financiamento de R$ 100 milhões para a renegociação das dívidas dos produtores.

Fonte: Canal Rural.

CNA pede que setor tenha prazos nos empréstimos e correção de preços

8 de setembro de 2009

O governo está prestes a anunciar uma série de medidas de apoio à cafeicultura, incluindo uma nova linha de crédito de R$ 100 milhões com recursos do Funcafé para as cooperativas reestruturarem dívidas; outra linha de mais R$ 100 milhões para permitir renegociação de operações com Cédulas do Produto Rural (CPRs) e a aquisição de sete milhões de sacas de café.

Todas essas conquistas são resultado de ações da Comissão Nacional de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA/CNCafé) no grupo de trabalho responsável por elaborar o novo plano de apoio à cafeicultura.

O presidente da CNCafé, Breno Mesquita, alerta que as medidas são positivas e dão fôlego ao setor, mas não eliminam as atuais dificuldades enfrentadas pela cafeicultura nacional. A Comissão sugere correção dos preços de negociação e ampliação de prazos das linhas de financiamento.

As medidas de apoio ao setor cafeeiro foram antecipadas ontem, pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. As novas medidas ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que deverá promover uma reunião extraordinária para tratar do assunto. Para Mesquita, ainda há tempo para promover os ajustes necessários para que as ações atendam de forma plena a demanda atual do setor produtivo.

Uma das decisões anunciadas é criação de uma linha de R$ 100 milhões para renegociar o pagamento das CPRs, estabelecendo quatro anos para a quitação e juro de 6,75% anual. Segundo Mesquita, seria necessário que o prazo de fosse de 12 anos, incluindo 12 meses de carência. Este é um ano de safra de ciclo baixo, portanto o produtor está descapitalizado, diz o presidente da Comissão Nacional do Café ao justificar porque seria ideal oferecer um ano de carência, para só depois iniciarem os pagamentos. Ou seja, o produtor terá uma forte exigência financeira dentro de muito pouco tempo.

Mesquita lembra que há um orçamento maior, totalizando R$ 300 milhões. A idéia é ampliar a possibilidade de cobertura, utilizando todo o volume de recursos disponível, caso necessário. Dessa forma, seriam contempladas não apenas as CPRs de 2007 e 2008/2009, mas também aquelas CPRs contratadas este ano, principalmente por pequenos e médios produtores.

Outra medida defendida pela CNCafé e aprovada pelo governo também já foi confirmada: trata-se da criação de outra linha de crédito de R$ 100 milhões direcionada para a renegociação de dívidas por parte de cooperativas de crédito, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

A aquisição de sete milhões de sacas de café confirmada para ocorrer este ano é considerada medida positiva pela CNCafé. O problema é o valor de negociação do produto, alerta Mesquita. O governo anunciou que utilizará o preço mínimo de R$ 261,69 por saca de 60 quilos, para o café arábica.

Segundo o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, o valor não cobre os custos de produção. O preço de referência deveria ser de R$ 314 por saca, considerando os contratos de opção que vencerão em janeiro. Seria necessário, portanto, um reajuste de 17% sobre o valor já informado pelo ministro Stephanes.

Fonte: Agência Safras.

Exportações de café em agosto superam 2,4 milhões de sacas

8 de setembro de 2009

No mês de agosto, as exportações brasileiras de café alcançaram um total de 2. 405.736 de sacas, para uma receita de US$ 342 milhões. No acumulado do ano, o país já exportou 19.529.391 sacas, para uma receita de US$ 2,6 bilhões. Comparando-se com agosto de 2008, as vendas do último mês superaram em 9.4% o volume exportado no mesmo mês no ano passado, quando o país vendeu 2.198.098 de sacas.

Os dados foram divulgados hoje pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé -, segundo o qual no acumulado de janeiro a agosto o café tipo arábica foi o responsável por 87% das vendas, seguido do solúvel, com 9%, e do robusta, com 4%. Os principais mercados compradores do produto brasileiro nesse mesmo período foram Europa (com 55%), América do Norte (com 22%), e Ásia (com 17%).

O balanço do Cecafé aponta também que os principais portos de embarque do produto continuam sendo Santos, com uma participação de 72,9% do total embarcado; Vitória, com 15,2% dos embarques; e Rio de Janeiro, com 9% dos embarques. Os principais países compradores do nosso café no acumulado do ano foram Estados Unidos (3,8 milhões de sacas), Alemanha (3,7 milhões de sacas), Itália (1,6 milhão de sacas) e Japão (1,5 milhão de sacas).

No acumulado dos últimos 12 meses o Brasil vendeu 31.788.947 sacas de café, para uma receita de US$ 4,6 bilhões.

Fonte: CeCafé

Vendas de máquinas agrícolas no país têm alta de 5% em agosto

8 de setembro de 2009

As vendas de máquinas agrícolas no Brasil apresentaram alta de 5% no mês de agosto, frente a julho, totalizando 5.049 unidades comercializadas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (04/09) pela Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. No entanto, na comparação com o mesmo mês de 2008, os negócios do setor tiveram queda de 0,8%.De janeiro a agosto, as vendas de máquinas agrícolas chegam a 32.914 unidades, recuo de 7,4 por cento frente ao mesmo intervalo de 2008.

Já a produção teve alta de 2,1% em agosto, em relação a julho, somando 5.705 unidades. Porém, houve queda de 28,4% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos oito meses, o total de máquinas agrícolas fabricadas alcançou 39.710 unidades, volume 28,4% menor que o mesmo período de 2008.

Quanto aos embarques do segmento, houve recuo de pouco mais de 9% em agosto sobre julho, para 860 unidades. De janeiro a agosto, as exportações somam 9.085 unidades, o que também representa queda frente ao mesmo intervalo de 2008, de 55,4%. Entretanto, as vendas externas foram mais lucrativas em 8,4% em agosto, frente a julho. Mas houve redução de 69,8% nos embarques, em valores, em relação a agosto de 2008.

Fonte: Globo Rural

Governo deve retirar 5 milhões de sacas do mercado em 2009

25 de agosto de 2009

Entre medidas anunciadas para a agricultura nesta sexta-feira, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, lembrou que o café também está com excesso de produção e o governo deve retirar do mercado até cinco milhões de sacas ainda este ano. Em 2010, a previsão é de serem adquiridas mais cinco milhões de sacas. O programa será feito com recursos adicionais do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). As informações partem do Mapa.

Medidas para a agricultura
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, confirmou, na sexta (21), que vai ser liberado R$ 1,5 bilhão para operações de comercialização da safrinha do milho e de outros produtos como algodão, trigo, arroz, feijão e café. Em relação ao milho, o governo federal pretende adquirir três milhões de toneladas e já iniciou os preparativos legais para a realização do leilão, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Stephanes lembrou que a safrinha de milho surpreendeu os produtores, principalmente em Mato Grosso. “O excedente da produção está sendo armazenado a céu aberto”, explicou o ministro que conferiu a situação, há duas semanas, em visita a Lucas do Rio Verde/MT. Segundo ele, a intenção do governo é transferir o produto para as áreas consumidoras, após a aquisição.
No caso do trigo, o apoio à comercialização vai acompanhar a evolução dos preços. Stephanes informou que a safra de trigo no Paraná está com preços abaixo do mínimo, remunerando os produtores com valores inferiores aos gastos com o plantio. “Estamos analisando, ainda, a possibilidade de pagar os produtores pela estocagem”, adiantou.

Fonte: Agência Safras

Cafeicultor vai converter sua dívida em produto

12 de agosto de 2009

Os produtores vão poder converter parte de sua dívida com o Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) em sacas de café. Segundo Lucas Ferreira, diretor do departamento de café do Ministério da Agricultura, esse débito refere-se a um montante de cerca de R$ 1,1 bilhão, que foi prorrogado até 2020.
Se o total dessa dívida (de R$ 1,1 bilhão) fosse convertida em café hoje, considerando os preços mínimos atuais, totalizaria cerca de 4,2 milhões de sacas de 60 quilos.
Ferreira ressalta que só poderão converter a dívida em produto os cafeicultores que optaram pelo contrato de dação em pagamento, enquadrado no artigo 6º da lei nº 11.775 de 2008, considerando os preços mínimos do grão vigentes à época da conversão da dívida. As condições dessa operação estão na Portaria 581, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira passada.
O débito da dação em pagamento estimado em R$ 1,1 bilhão foi prorrogado até 2020. Essa negociação foi fechada durante o ano passado entre a cadeia produtiva e o governo. O valor equivale a R$ 100 milhões ao ano, ou a 380 mil sacas aproximadamente, com base no preço mínimo em vigor.
A liquidação do débito em produto permitirá ao governo a formação de estoque regulador de café. Nos últimos meses, o governo realizou vendas para zerar seus estoques antigos do grão. A cadeia produtiva agora tenta renegociar a prorrogação de outras dívidas. Os cafeicultores argumentam que os preços atuais praticados no mercado não são suficientes para cobrir seus custos de produção.
Fonte: Revista Cafeicultura